Astrônomos encontram novo planeta do tamanho da Terra com potencial para ser habitável
Astrônomos identificam exoplaneta do tamanho da Terra com chance de ser habitável, na zona ideal de sua estrela, a cerca de 146 anos-luz.
Uma equipe internacional de cientistas anunciou a identificação de um novo planeta com tamanho muito próximo ao da Terra que pode estar localizado em uma região considerada potencialmente habitável de sua estrela. A descoberta, publicada nesta semana em uma revista científica internacional, acende novamente a busca por mundos fora do Sistema Solar que possam oferecer condições favoráveis à vida.
O corpo celeste, chamado HD 137010 b, está a cerca de 146 anos-luz de distância — o que, em termos astronômicos, ainda o coloca relativamente próximo de nós. Ele é aproximadamente 6% maior do que a Terra em tamanho e foi detectado por meio da reanálise de dados coletados pelo telescópio espacial Kepler, uma missão da NASA que revolucionou a observação de exoplanetas.
Onde ele está na “zona habitável”
O HD 137010 b foi identificado orbitando uma estrela semelhante ao Sol, mas um pouco mais fria e menos brilhante. A distância entre o planeta e sua estrela coloca o mundo numa região apelidada de “zona habitável”, área em que as temperaturas podem permitir a existência de água líquida na superfície — um critério considerado importante para a possibilidade de vida como a conhecemos.
Apesar disso, os pesquisadores reforçam que a estimativa de que este planeta possa realmente abrigar água ou condições amigáveis à biologia terrestre é apenas uma possibilidade inicial: as observações ainda são limitadas e mais dados serão necessários para confirmar se ele possui atmosfera, água e outras características essenciais para a vida.
O que os cientistas sabem até agora
O HD 137010 b foi classificado como um planeta candidato, o que significa que sua confirmação como planeta ainda depende de novas observações e análises. Por enquanto, os dados indicam que:
- O planeta é apenas cerca de 6% maior que a Terra;
- Está a cerca de 146 anos-luz de distância da Terra;
- Ele pode ter até 50% de chance de realmente estar dentro da faixa considerada habitável de sua estrela;
- A temperatura média estimada da superfície, se confirmada, pode ser muito fria, semelhante à observada em Marte, devido à menor energia recebida de sua estrela.
Por que isso interessa aos cientistas
Descobertas como a de HD 137010 b são importantes porque ampliam o conhecimento sobre a diversidade de mundos que existem na Via Láctea e ajudam a testar modelos de formação planetária e de evolução de atmosferas. Cada novo candidato em uma zona habitável serve para refinar o que sabemos sobre as condições que tornam um planeta capaz de manter água líquida — um ingrediente essencial para a vida como a entendemos.
Além disso, muitos desses estudos são feitos a partir de dados arquivados de missões anteriores, mostrando o valor científico de reutilizar e reanalisar observações antigas com novas ferramentas e técnicas de análise.
O que falta descobrir
Mesmo sendo um candidato promissor, ainda há muitas perguntas sem resposta sobre HD 137010 b. Entre os pontos que pesquisadores querem investigar nos próximos anos estão:
- Se o planeta possui uma atmosfera e qual é sua composição — um elemento chave para manter temperaturas que permitam água líquida;
- A confirmação definitiva de sua habitabilidade, o que exige mais trânsitos observados neste e em outros telescópios;
- Estudos espectroscópicos futuros, especialmente com observatórios mais poderosos que o James Webb, capazes de analisar sinais químicos na atmosfera do planeta.
Nos últimos anos, astrônomos descobriram diversos exoplanetas com tamanhos semelhantes ao da Terra ou ligeiramente maiores, alguns dos quais também em zonas habitáveis de suas estrelas. Cada novo achado contribui para responder uma das maiores perguntas da ciência moderna: quantos mundos potencialmente capazes de abrigar vida existem na nossa galáxia?
Embora ainda estejamos longe de confirmar vida fora da Terra, descobertas como a do HD 137010 b ajudam a estreitar essa busca e inspiram futuras missões espaciais e estratégias de observação.

