Trabalhadores de tecnologia no Quênia clamam contra escravidão moderna da Big Tech dos EUA
Trabalhadores Quenianos na Indústria de Tecnologia Exigem Melhores Condições de Trabalho
Quase 100 trabalhadores tecnológicos quenianos se uniram para enviar uma carta aberta ao presidente Biden dos Estados Unidos, pedindo o fim da exploração por empresas americanas como Meta e OpenAI. Eles alegam condições de trabalho difíceis, baixos salários e problemas de saúde mental, comparando as práticas das empresas a uma forma de "escravidão moderna".
Esses trabalhadores estão envolvidos em atividades como treinamento em inteligência artificial e moderação de conteúdo para gigantes da tecnologia dos EUA, e afirmam que estão sendo sistematicamente explorados e abusados por essas empresas. Eles pedem ao Presidente Biden que inclua fortes proteções trabalhistas nos acordos comerciais e que responsabilize as empresas americanas que operam no exterior.
A carta foi enviada junto com a visita do presidente queniano, William Ruto, aos Estados Unidos para comemorar o 60º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países e discutir questões de comércio, investimento e inovação tecnológica. Os trabalhadores relatam práticas que consideram equiparadas à escravidão moderna, incluindo tarefas exaustivas, monitoramento de conteúdo perturbador nas redes sociais e rotulagem de dados para modelos de IA por salários muito baixos.
Os trabalhadores também ressaltam a falta de apoio adequado para a saúde mental, o que resultou em muitos deles desenvolvendo estresse pós-traumático. Eles destacam a importância de seu trabalho para a usabilidade das plataformas das empresas americanas e argumentam que, sem eles, essas plataformas seriam incontroláveis, o que poderia resultar em perdas financeiras significativas para as empresas.
Além disso, a carta lista uma série de exigências importantes, incluindo o engajamento e transparência dos trabalhadores em negociações comerciais, proteções trabalhistas robustas nos acordos comerciais, responsabilização das grandes empresas de tecnologia dos EUA por violações trabalhistas e de direitos humanos no exterior, e respeito à soberania queniana nos acordos comerciais.
Os trabalhadores destacam o papel crucial que o Quênia desempenha como um importante centro tecnológico, conhecido como a "Savana do Silício", e pedem ao Presidente Biden que garanta que os benefícios dos avanços tecnológicos não sejam alcançados à custa da saúde e do bem-estar dos trabalhadores. A carta visa conscientizar sobre as condições de trabalho desafiadoras enfrentadas por esses profissionais e pressionar por mudanças significativas na indústria de tecnologia.
Em resumo, os trabalhadores quenianos na indústria de tecnologia estão exigindo tratamento justo, condições de trabalho dignas e respeito por seus direitos laborais. Eles esperam que suas preocupações sejam ouvidas e que medidas sejam tomadas para garantir que empresas americanas operem de forma ética e responsável em todo o mundo. A luta por melhores condições de trabalho e proteções trabalhistas continua, e esses trabalhadores estão determinados a fazer sua voz ser ouvida.