Erupções solares de fevereiro de 2026: o que a NASA registrou e como ler os alertas

Imagem do Sol registrada pelo SDO/AIA em 15 de janeiro de 2015; referência de arquivo, não previsão de tempestade.
Imagem do Sol registrada pelo SDO/AIA em 15 de janeiro de 2015; referência de arquivo, não previsão de tempestade. Foto: NASA/SDO e equipes científicas AIA, EVE e HMI / Wikimedia Commons. Diretrizes de uso da NASA. Versão de tamanho reduzido, sem outras alterações.

A NASA registrou quatro erupções solares fortes em 1º e 2 de fevereiro de 2026, incluindo uma de classe X8.1. O comunicado publicado em 2 de fevereiro identifica observações do satélite Solar Dynamics Observatory e as classes X1.0, X8.1, X2.8 e X1.6.

Este é um registro histórico daquele episódio. A ocorrência de uma erupção não constitui, por si só, previsão de tempestade geomagnética na Terra. A própria NASA remete previsões, avisos e alertas operacionais ao centro de clima espacial da NOAA.

Erupção solar e tempestade geomagnética são fenômenos distintos

Segundo a explicação da NOAA sobre tempestades geomagnéticas, a perturbação da magnetosfera depende da interação do vento solar com o ambiente terrestre. Ejeções de massa coronal podem levar plasma e campo magnético até a Terra; sua direção e as condições do campo influenciam a transferência de energia.

Uma manchete sobre uma erupção intensa, portanto, não informa sozinha se haverá chegada de material à Terra, quando isso acontecerá ou qual será a intensidade de seus efeitos.

As escalas não são intercambiáveis

A NOAA utiliza escalas separadas para tempestades geomagnéticas, tempestades de radiação solar e bloqueios de rádio. Na escala geomagnética, G1 significa menor, G2 moderada e G5 extrema. A classe X8.1 de uma erupção não equivale a um nível G de tempestade.

A NOAA descreve efeitos possíveis em sistemas elétricos, satélites e navegação conforme a intensidade do evento. Essas descrições gerais não demonstram que cada efeito ocorreu em fevereiro, nem que atingirá uma cidade específica.

Como conferir um alerta atual

Antes de compartilhar uma previsão, abra o painel operacional do SWPC/NOAA e confira data, horário, período de validade e fenômeno descrito. Uma notícia arquivada deve conservar sua data: expressões como “nos próximos dias” perdem o sentido quando são lidas meses depois.

O que foi corrigido nesta matéria

Revisão editorial em 4 de novembro de 2026: foram retiradas a atribuição de um alerta G1 à NASA e a previsão de chegada em 5 ou 6 de fevereiro, que não foram estabelecidas pelas fontes examinadas. Também foi corrigida a equivalência entre G1 e efeitos moderados. Esta revisão não reconstrói todas as condições geomagnéticas daqueles dias e não é um alerta meteorológico atual. A imagem da capa é um registro de arquivo de 2015, identificado na legenda.