Motoristas de app reivindicam melhores tarifas no Brasil

Motoristas de app reivindicam melhores tarifas no Brasil

Protesto de Motoristas de Aplicativo Repercute no Rio: Reivindicações por Tarifas Justas e Segurança

Publicado em 09/07/2024 13:19

Rio de Janeiro - Na manhã desta terça-feira (9), motoristas de aplicativo ocuparam as ruas do Aterro do Flamengo, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, em protesto contra a redução dos valores repassados pelas empresas responsáveis pelas corridas. A manifestação mobilizou centenas de veículos em uma carreata que seguiu pela Avenida Infante Dom Henrique até a Avenida Presidente Vargas, passando pelo Trevo dos Estudantes e o Museu de Arte Moderna.

Motivações do Protesto

Os motoristas reivindicaram "ganhos dignos", "chega de exploração" e "tarifas justas", frases que podiam ser vistas nos vidros traseiros dos carros. Além das inscrições nos veículos, os manifestantes utilizaram um carro de som para reforçar suas queixas.

Moisés Freitas, motorista com mais de cinco anos de experiência na função e um dos organizadores do protesto, explicou as motivações: "Estamos indignados com a redução abusiva dos valores das corridas que são direcionados aos motoristas, que vem acontecendo há muito tempo. Os passageiros pagam tarifas altíssimas, e esse valor não chega na gente. Em viagens longas, as empresas chegam a tirar 60% do valor total, obtendo a maior parte do lucro."

Desde 2018, a taxa de intermediação da Uber, que é o valor cobrado pela empresa para conectar o condutor ao passageiro, é flutuante e varia de acordo com a distância, horário, tempo e trânsito no trajeto. Anteriormente, o valor era fixo em 25%.

Ponto de Encontro e Rotas

Os motoristas se reuniram em diferentes pontos da cidade antes de se dirigirem ao Aterro. Ponto de concentração incluía a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, a Ilha do Fundão, na Zona Norte, e Niterói, na Região Metropolitana. Faixas foram erguidas em passarelas das linhas Amarela e Vermelha, na Avenida Brasil e na Avenida Ayrton Senna, convocando a categoria para participar dos protestos.

Reivindicações para Segurança dos Motoristas e Passageiros

Além da questão tarifária, os motoristas também destacaram a necessidade de medidas de segurança aprimoradas para os passageiros. "Nós nos sentimos inseguros porque o usuário pede corridas para terceiros, e isso não traz segurança. Não tem como saber se esse passageiro é alguém confiável. Quando o passageiro vai pedir uma corrida, tem que ser provado que o usuário é ele, por meio do reconhecimento facial, assim como fazemos antes de iniciar o trabalho. Quando contrariamos esse tipo de usuário, somos reportados como forma de vingança, o que acaba prejudicando todo o nosso trabalho," explicou Danielle Cerqueira, que há 9 anos atua como motorista e já completou mais de 31 mil viagens.

Resposta das Empresas

Procuradas para comentários, nem a Uber nem a 99 se pronunciaram sobre as reivindicações dos motoristas. A equipe de reportagem também tentou contato com a Amobitec, associação que representa o setor de mobilidade por aplicativo, mas ainda aguarda resposta.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que uma equipe do 5º BPM (Praça da Harmonia) acompanhou a manifestação e que o evento "transcorreu de modo pacífico".

O Projeto de Lei 12/2024 e Suas Implicações

Durante o protesto, também foram mencionados questionamentos ao PL 12/2024, um projeto de lei complementar que visa criar direitos trabalhistas para a categoria. O PL introduz a figura do "trabalhador autônomo por plataforma" sem estabelecer vínculo empregatício entre motorista e empresas. Além disso, estipula um valor mínimo de remuneração por hora de corrida, inclui obrigações de contribuição para a Previdência Social e determina negociações via acordos coletivos.

A principal crítica dos trabalhadores é que o PL estipula um valor mínimo de R$ 32,09 por hora trabalhada, enquanto limita o tempo máximo de trabalho diário. Segundo a StopClub, startup que oferece ferramentas de segurança para motoristas, este valor já representa a média recebida pela categoria atualmente.

Por fim, fica clara a preocupação dos motoristas de aplicativo com as atuais condições de trabalho, buscando não apenas remuneração justa, mas também segurança tanto para eles quanto para os passageiros. A mobilização pode ser um sinal de que mudanças podem estar a caminho, compelindo as empresas a repensar suas políticas e estruturas tarifárias.

Imagens:As imagens presentes nas galerias foram retiradas de sites com licença de uso gratuito ou domínio público, ou são próprias e livres de direitos autorais.

Reprodução / Redes sociais

Reportagem de Gabriel Rechenioti, supervisionada por Iuri Corsini.

Considerações Finais

O protesto dos motoristas de aplicativo no Rio de Janeiro reflete uma situação crescente de insatisfação com a queda de remuneração e a falta de segurança. As demandas são claras e refletem a necessidade urgente de revisão das políticas tarifárias e de segurança operacionais dessas plataformas de transporte. Com a ausência de respostas temporárias por parte das empresas, a mobilização da classe trabalhadora tende a continuar em busca de mudanças significativas. Fique atento às atualizações sobre este assunto acompanhado pelo portal Teg6.


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