NASA alerta: tempestade solar pode atingir a Terra nos próximos dias
NASA alerta que erupções solares intensas podem gerar tempestade geomagnética com auroras e efeitos leves sobre comunicações e GPS.
A atividade do Sol voltou a chamar a atenção dos cientistas nesta primeira semana de fevereiro de 2026. Satélites da NASA e de agências espaciais internacionais detectaram uma sequência intensa de erupções solares poderosas, algumas classificadas na categoria **X — a mais forte da escala que pode levar a uma tempestade geomagnética quando o material emitido pelo Sol atingir o campo magnético da Terra nos próximos dias.
Segundo o alerta emitido pelos observatórios, pelo menos cinco explosões solares de grande porte ocorreram em menos de 72 horas, impulsionadas por uma região ativa do Sol chamada AR 4366. Uma delas foi classificada como X8.1, considerada muito intensa e capaz de liberar uma grande quantidade de partículas energéticas no espaço. Parte desse material deve passar próximo à Terra entre quinta (05/02) e sexta-feira (06/02).

O que são erupções solares e tempestades geomagnéticas
Erupções solares (ou solar flares) são explosões de energia na superfície do Sol que podem liberar grandes quantidades de radiação e partículas carregadas. Quando essas partículas são lançadas em direção à Terra, elas podem interagir com o campo magnético do planeta, resultando em o que os cientistas chamam de tempestade geomagnética.
Esse tipo de evento pode afetar sistemas tecnológicos, como sinais de rádio, GPS, redes de energia e satélites em órbita, além de oferecer a chance de observar auroras boreais e austrais em latitudes mais baixas do que o normal.
Possíveis efeitos na Terra
Embora os especialistas estejam monitorando o fenômeno de perto, os impactos esperados para este episódio são considerados leves a moderados — classificados como nível G1 em uma escala que vai de G1 (mínimo) a G5 (extremo). Isso significa que:
- poderá haver interferência temporária em sinais de rádio e comunicação por satélite;
- sistemas de navegação por GPS podem sofrer instabilidades em momentos específicos;
- redes elétricas em algumas regiões podem experimentar flutuações leves;
- auroras podem ser visíveis em áreas mais ao sul do que o normal, dependendo das condições magnéticas.
Por que isso acontece agora
A região solar conhecida como AR 4366 tem sido responsável por uma série de explosões intensas nos últimos dias, incluindo várias classificações de classe X, que representam as maiores erupções possíveis. Essas explosões tendem a ocorrer com mais frequência durante o máximo solar, um período em que a atividade do Sol aumenta antes de entrar em fase de calmaria.
Esse máximo faz parte do ciclo solar 25, que começou alguns anos atrás e está no auge de sua atividade, aumentando as chances de eventos de alta energia como clarões e ejeções de massa coronal. Esses fenômenos não são raros em fases de pico, mas a intensidade e repetição recente chamaram a atenção dos cientistas e ativaram monitoramento contínuo.
Efeitos observados em tempestades solares anteriores
Tempestades solares não são inéditas. No passado recente, episódios similares já causaram efeitos mensuráveis na Terra: tempestades geomagnéticas anteriores geraram auroras brilhantes em latitudes inesperadas e, em casos mais fortes, causaram interrupções temporárias em comunicações de rádio e sistemas GPS.
A administração NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), que acompanha o clima espacial, mantém um centro de previsão dedicado a monitorar eventos solares e informar sobre possíveis impactos em tempo real.
Especialistas recomendam que nos próximos dias a população interessada fique de olho nas notícias sobre auroras boreais que podem ser mais visíveis, especialmente em latitudes mais elevadas e que setores sensíveis, como operações de satélite e comunicações críticas, acompanhem os alertas de atividade geomagnética.
Apesar de a previsão apontar para efeitos principais leves, eventos solares intensos continuam sendo objeto de estudo porque podem evoluir com interações mais complexas com o campo magnético terrestre.
Em resumo, enquanto uma tempestade solar com potencial de gerar efeitos está no radar dos cientistas, não há previsão de impactos graves ou de emergência global. Ainda assim, fenômenos do Sol continuam a mostrar como nosso astro pode influenciar diretamente tecnologias e fenômenos visíveis aqui na Terra.

