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# Sagitário A*: como o XRISM encontrou indícios de uma erupção antiga
- URL: https://teg6.com/buraco-negro-no-centro-da-via-lactea-teve-erupcao-historica-dizem-cientistas/
- Published: 2026-01-26T19:47:51.000Z
- Updated: 2026-11-05T17:03:17.000Z
- Description: Estudo da nuvem G0.11-0.11 favorece a hipótese de um eco de raios X de Sagitário A*. Entenda a evidência e os limites da reconstrução.
- Author: Mateus Barreto
- Tags: Entretenimento, Notícias

Um estudo com o observatório de raios X XRISM encontrou evidências de que uma nuvem próxima ao centro da Via Láctea reflete uma emissão antiga de Sagitário A\*. O resultado ajuda a reconstruir a atividade passada do buraco negro, em vez de registrar uma explosão acontecendo agora.

O [trabalho de Stephen DiKerby e colaboradores](https://arxiv.org/abs/2601.02482?ref=teg6.com) foi submetido em 5 de janeiro de 2026, com indicação de aceite na revista *The Astrophysical Journal Letters*. A [Universidade Estadual de Michigan divulgou os resultados em 14 de janeiro](https://msutoday.msu.edu/news/2026/01/the-milky-ways-black-hole-is-hiding-an-explosive-past?ref=teg6.com).

## A nuvem funciona como um registro indireto

A equipe examinou a nuvem molecular G0.11-0.11\. Seu brilho poderia ser explicado por reflexão de raios X ou por ionização causada por raios cósmicos. Distinguir essas possibilidades é essencial antes de atribuir o sinal a um episódio do buraco negro.

O instrumento Resolve separou duas linhas de emissão do ferro, em aproximadamente 6,404 e 6,391 keV. A ausência de linhas secundárias esperadas no cenário de ionização por prótons ou íons desfavoreceu essa explicação para a nuvem analisada.

## O que significa “cerca de 200 anos”

No modelo de reflexão preferido pelos autores, se a fonte que iluminou a nuvem foi Sagitário A\*, o sinal corresponde a uma emissão de aproximadamente 200 anos atrás. A condição faz parte da conclusão científica e não deve desaparecer na manchete.

O comunicado da universidade situa o episódio num passado de algumas centenas a mil anos e explica como nuvens em diferentes posições podem ajudar a reconstruir essa história. Isso não é uma observação direta do instante da erupção.

## Como ler a descoberta sem exagerar

Há três etapas distintas: medir as linhas, comparar explicações e inferir a origem e a época do sinal. A evidência favorece uma reconstrução, mas não permite acrescentar automaticamente efeitos sobre formação de estrelas ou prever uma nova erupção.

*Revisado em 5 de novembro de 2026: identificados estudo, nuvem e pesquisadores; esclarecidos o caráter indireto da medição e as condições da estimativa temporal. Retiradas consequências galácticas que o texto anterior apresentava sem demonstração.*